sexta-feira, 5 de junho de 2009

30º Aniversário das Eleições Europeias

Parlamento Europeu 1979 - © Foto Europarl

Parlamento Europeu 2009 - © Foto Europarl



No próximo dia 7 de Junho terão decorrido trinta anos desde as primeiras Eleições Europeias directas e por sufrágio universal. Ao longo dos 51 anos que tem a União Europeia, que começou como CEE, viveram-se várias mudanças. O Parlamento não foi sempre eleito pelos cidadãos europeus.

Apesar de uma Instituição Parlamentar Europeia ter surgido em 1952, as eleições para o Parlamento não nasceram com o modelo actual. Foram antes o resultado de 27 anos de debates, pressões e mudanças no seio da Europa.

No Tratado de Paris em 1951 nasceu a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) e com ela a criação de uma Assembleia Parlamentar constituída por 78 deputados indicados pelos seis países fundadores - Alemanha, França , Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Rejeitando a opção de eleição por voto directo e sufrágio universal, os seis Estados-Membros optaram por serem os próprios Parlamentos Nacionais a designar, uma vez por ano, os seus representantes na Europa. Este modelo foi-se mantendo ao longo dos anos, mas paralelamente os defensores de um método diferente de eleição mantinham o debate vivo.

Na Conferência de Messina em 1955 os Ministros dos Negócios Estrangeiros dos seis lançaram a ideia sobre a construção de uma Comunidade Económica Europeia que viria a tornar-se uma realidade na assinatura do Tratado de Roma, em 1957. Apesar de não ter resolvido a questão da reforma no sistema de eleição, a nova Assembleia Parlamentar constituída em 1958 resolveu criar um comité para estudar uma solução nesse sentido.
Dois anos depois é apresentado o relatório final desse grupo de trabalho que conclui no sentido de se avançar para o sistema de eleição directo e universal. A decisão ter sido apoiada por cinco dos seis Estados-Membros, acabou por ser bloqueada pela França mantendo-se o impasse.

Só em finais da década de 60 é que um grupo de deputados do Parlamento Europeu (nova designação da antiga Assembleia Parlamentar) surge com uma proposta para o relançamento do debate, não apenas sugerindo ao Conselho Europeu para a deliberar mas ameaçando-o com um processo na justiça europeia. Isto porque havia ficado contemplado no Tratado de Roma que se iria procurar uma solução nesse sentido e os deputados acusavam o Conselho de promover uma inércia nesse assunto.


Finalmente em 1974 encontra-se uma solução que passa a contemplar o voto directo e universal. Na Cimeira Europeia de Copenhaga em 1978 o impasse quanto a uma data foi quebrado e a 7 de Junho de 1979 os actuais 198 deputados nomeados pelos Parlamentos Nacionais seriam substituídos pelos 410 Eurodeputados eleitos por sufrágio directo e universal.
Eis os resultados da primeira eleição para o Parlamento Europeu:



© Dados e Estatísticas do Europe-Politique


Nos nove Estados-Membros da altura - França, Itália, Reino Unido, República Federal Alemã, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Irlanda e Luxemburgo - os cidadãos europeus foram às urnas registando uma afluência de 63% na primeira eleição da história da União Europeia. Liderada por Ernest Glinne a família politica Socialista foi a vencedora ao colocar 113 membros no parlamento, seguida de perto pelos 107 eurodeputados da Direita Cristã do PPE. Simone Veil foi a primeira mulher a tornar-se Presidente do Parlamento Europeu.

Reportagem Euronews: Eleições Europeias - De 1979 a 2009

Ver ainda
http://www.europarl.europa.eu/
http://www.euronews.net/

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Celebridades apelam ao voto



Com as sondagens apontar para uma elevada abstenção, o Parlamento Europeu aposta em celebridades para apelar aos cidadãos europeus a irem às urnas no próximo dia 7 de Junho. O português Luis Figo é uma das celebridades que participam na nova campanha do Parlamento.





Assista ao spot publicitário aqui.

Resultados só após fecho urnas nos 27



A comissão europeia emitiu hoje um comunicado dirigido às autoridades nacionais de cada Estado-membro, no qual indica que os resultados para o Parlamento Europeu apenas poderão ser divulgados após o fecho da última assembleia de voto nos 27.

No arquipélago dos Açores, as assembleais de voto fecham às 20:00 (21:00 em Lisboa) de domingo.

Paulo Portas critica política agrícola


fonte: cds.pt

O líder do CDS-PP afirmou que é “uma estupidez social” desprezar a agricultura.
Durante uma acção de campanha, em Vila Nova de Famalicão, Paulo Portas disse que “é uma estupidez do ponto de vista social desprezar a agricultura como tem acontecido nos últimos anos em Portugal”.

No penúltimo dia de campanha o CDS-PP escolheu a agricultura como tema. Em visita a uma cooperativa de produtores de leite fez fortes criticas ao ministro Jaime Silva, a quem acusa de “ter decapitado a estrutura orgânica” do Ministério.

Paulo Portas juntamente com o cabeça de lista às europeias Nuno Melo não foram os únicos a dizer mal do ministro. Também o presidente da cooperativa afirmou que o Jaime Silva pediu aos agricultores para se associarem. Ao que Joaquim Azevedo respondeu: ´Nós vamo-nos associar, mas para o pôr de lá para fora'.



Rui Cardoso nº 20060718

quarta-feira, 3 de junho de 2009

'Em democracia esta frase não existe'


foto : Pedro Lima/NFACTOS



Foi com essa afirmação que a líder do PSD respondeu à declaração de Pedro Passos Coelho.
O ex-adversário de Manuela Ferreira Leite, à liderança do partido há um ano, disse no início da semana que o PSD 'não pode perder estas eleições'.

A líder social-democrata afirmou que a campanha 'ultrapassou as suas expectativas e espera ganhar no Domingo'. Durante uma acção em Viseu a líder do partido disse que não há pressões sobre os resultados das eleições.

Ferreira Leite esteve no centro da cidade a fazer campanha. Na companhia do cabeça de lista do partido Paulo Rangel e do presidente da Câmara Municipal Fernando Ruas caminharam na baixa da cidade e distribuíram beijos e apertos de mão.

Sete discursos do PS marcam dia em Setúbal

Os oradores socialistas não pouparam críticas aos partidos adversários.

A eurodeputada Ana Gomes acusou Paulo Rangel de ser um "maratonista da demagogia".

Vital Moreira afirmou que a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, "esconde-se e foge da campanha". O cabeça de lista do PS lembrou ainda o incidente do dia 1 de Maio como prova de que o partido todo está consigo.

Veja os trechos do comício aqui.











terça-feira, 2 de junho de 2009

Rangel não fecha porta a Imposto Europeu



(...) Desde que não aumente a carga fiscal, um imposto europeu, idêntico ao proposto por Vital Moreira, é uma opção que Paulo Rangel admite vir a assinar por baixo. (...)

Leia a entrevista ao cabeça-de-lista do PSD às eleições Europeias, no online do Jornal de Negócios. Um trabalho de António Larguesa e Eva Gaspar.